Parasitas não tiram férias. Embora pulgas e carrapatos proliferem mais no calor, o clima brasileiro permite que esses invasores permaneçam ativos o ano todo — e os riscos vão muito além da coceira. Carrapatos transmitem a temida doença do carrapato (erliquiose e babesiose), que pode ser fatal; pulgas causam dermatite alérgica e transmitem o verme Dipylidium; e os vermes intestinais comprometem a nutrição, causam anemia e alguns podem até infectar humanos, especialmente crianças.
Vermifugação: a base do protocolo#
Filhotes devem ser vermifugados a partir dos 15 dias de vida, com repetições conforme orientação veterinária, pois frequentemente já nascem infectados pela mãe. Adultos precisam de vermífugo a cada três a quatro meses, ou conforme resultado de exames de fezes periódicos, que são a forma mais precisa de ajustar a frequência. Sempre respeite a dose por peso — subdosagem não elimina os parasitas e favorece resistência.
Proteção contra pulgas e carrapatos#
- Comprimidos mastigáveis: ação sistêmica com duração de um a três meses, ideais para animais que tomam banho com frequência.
- Pipetas (spot-on): aplicadas na nuca, protegem por cerca de 30 dias.
- Coleiras antiparasitárias: algumas oferecem até oito meses de proteção contínua.
- Sprays: úteis como reforço em situações de alta exposição, como viagens ao campo.
Um erro comum é tratar apenas o animal e esquecer o ambiente: 95% da população de pulgas (ovos, larvas e pupas) vive em frestas, tapetes e camas, não no pet. Aspire a casa com frequência, lave as caminhas semanalmente com água quente e, em infestações graves, use produtos ambientais específicos.
Atenção redobrada aos gatos: diversos princípios ativos seguros para cães, como a permetrina, são altamente tóxicos para felinos. Nunca aplique produtos caninos em gatos. E após passeios em áreas de mato, inspecione o corpo do animal, especialmente orelhas, axilas e entre os dedos, onde os carrapatos adoram se fixar. Prevenção constante custa muito menos que o tratamento de uma hemoparasitose.
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