A vacinação é, disparado, a medida mais eficaz e barata para proteger um cão de doenças potencialmente fatais como cinomose, parvovirose e raiva. Ainda assim, muitos tutores cometem erros que comprometem toda a proteção — desde atrasar doses até expor filhotes à rua antes da hora. Entender o calendário vacinal é obrigação de quem tem um cão.
O protocolo do filhote#
O esquema básico começa entre 45 e 60 dias de vida com a vacina múltipla (conhecida como V8 ou V10), que protege contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa, adenovirose, parainfluenza, coronavirose e leptospirose. São necessárias três a quatro doses, com intervalos de 21 a 30 dias, porque os anticorpos maternos recebidos pelo leite podem neutralizar as primeiras aplicações. A antirrábica, obrigatória por lei em grande parte do país, é aplicada a partir dos 4 meses, em dose única anual.
O erro mais perigoso#
Levar o filhote para passear antes de completar o protocolo vacinal é o erro que mais mata. A parvovirose, por exemplo, é transmitida por um vírus extremamente resistente, que sobrevive meses no ambiente — calçadas, gramados e pet shops podem estar contaminados. Até uma semana após a última dose da múltipla, o filhote só deve sair no colo ou em ambientes controlados. A socialização, importantíssima nessa fase, pode ser feita com cães adultos comprovadamente vacinados, em casa.
Vacinas complementares e reforços anuais#
- Gripe canina (tosse dos canis): recomendada para cães que frequentam creches, hotéis e parques;
- Giárdia: auxilia na prevenção da doença parasitária, indicada conforme o estilo de vida;
- Leishmaniose: importante em regiões endêmicas, combinada ao uso de coleiras repelentes.
Os reforços anuais da múltipla e da antirrábica são indispensáveis: a imunidade decai com o tempo, e um cão adulto sem reforço fica tão vulnerável quanto um filhote. Outro cuidado essencial é vacinar apenas com veterinários, que avaliam a saúde do animal antes da aplicação — vacinar um cão doente ou parasitado compromete a resposta imunológica. Guarde a carteirinha atualizada: ela será exigida em viagens, hotéis, creches e competições. Prevenir custa pouco; tratar cinomose ou parvovirose custa caro e, muitas vezes, não há final feliz.
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