Pulgas e carrapatos: as doenças silenciosas que eles transmitem e como proteger seu cão o ano todo - Dioxano

Pulgas e carrapatos: as doenças silenciosas que eles transmitem e como proteger seu cão o ano todo

Pulgas e carrapatos costumam ser encarados como um incômodo passageiro, mas a coceira é o menor dos problemas. Esses parasitas são vetores de doenças graves — algumas potencialmente fatais — e a proteção contínua, o ano inteiro, é uma das decisões de saúde mais importantes que um tutor pode tomar.

O perigo real dos carrapatos#

O carrapato marrom, extremamente comum no Brasil, transmite a chamada “doença do carrapato”, termo popular que engloba principalmente a erliquiose e a babesiose. A erliquiose ataca as células de defesa e as plaquetas, causando febre, apatia, perda de apetite, sangramentos e, sem tratamento, pode evoluir para uma fase crônica devastadora, com anemia profunda. A babesiose destrói os glóbulos vermelhos, gerando anemia aguda, urina escura e icterícia. O detalhe assustador: um único carrapato infectado é suficiente para transmitir a doença, e os sintomas iniciais são vagos, fáceis de confundir com um simples desânimo.

Pulgas: mais que coceira#

Além da dermatite alérgica à picada de pulga — uma das causas mais comuns de coceira intensa e feridas na pele —, as pulgas transmitem o verme Dipylidium quando ingeridas durante a lambedura, e infestações graves podem causar anemia em filhotes. Vale lembrar: para cada pulga visível no animal, dezenas de ovos, larvas e pupas estão espalhados pela casa, em frestas, tapetes e camas.

Estratégias de proteção#

  • Comprimidos palatáveis: proteção de 1 a 3 meses, sem interferência de banhos;
  • Pipetas (spot-on): aplicação mensal na nuca, com opções que repelem além de matar;
  • Coleiras de longa duração: proteção de vários meses, úteis também contra o mosquito da leishmaniose;
  • Controle ambiental: aspirar a casa com frequência, lavar caminhas com água quente e tratar quintais em infestações.

A escolha do produto deve ser feita com o veterinário, considerando peso, idade e estilo de vida do cão — e jamais use produtos para cães em gatos, pois alguns princípios ativos são letais para felinos. Após passeios em áreas verdes, inspecione orelhas, axilas, entre os dedos e a virilha. E não suspenda a proteção no inverno: em boa parte do Brasil, os parasitas permanecem ativos o ano inteiro. Prevenção mensal custa pouco perto de uma internação por doença do carrapato.

TS
Escrito por
Thiago Souza

Thiago vive entre consoles, apps de streaming e os melhores jogos para celular. Escreve sobre entretenimento com bom humor e olho crítico.

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